Cáritas de Leiria lamenta tratamento descontextualizado do fundo de emergência
A Cáritas Diocesana de Leiria vem manifestar a sua discordância face à forma como um órgão de comunicação social nacional apresentou recentemente informação relativa ao Fundo de Emergência Social criado na sequência da Tempestade Kristin.
A formulação utilizada, assente num contraste numérico descontextualizado, induz uma perceção pública que não corresponde à realidade e configura um tratamento redutor e sensacionalista de uma matéria que exige rigor, responsabilidade e respeito.
Importa esclarecer que dos 71 processos de candidatura recebidos, 16 foram recusados por não cumprirem os critérios regulamentares, 16 famílias já receberam apoio financeiro, num total superior a 142 mil euros deliberados, e os restantes processos encontram-se em análise ou dependentes da conclusão de procedimentos por parte de seguradoras e da atribuição de apoios públicos.
O Fundo de Emergência Social tem natureza complementar, não substituindo os apoios do Estado ou das seguradoras, circunstância que condiciona necessariamente o ritmo de decisão. Paralelamente, foram já apoiadas mais de 800 famílias com bens alimentares, num total superior a 360 toneladas distribuídas.
A Cáritas Diocesana de Leiria considera que a forma como a informação foi apresentada em título não só compromete a compreensão pública dos factos, como desvaloriza o trabalho desenvolvido e falta ao respeito aos benfeitores, aos voluntários e às pessoas apoiadas.
A instituição tem pautado a sua atuação por critérios de rigor, transparência e escrutínio, incluindo mecanismos de acompanhamento independente e auditorias externas, e continuará a fazê-lo com responsabilidade.
A Cáritas Diocesana de Leiria reafirma o seu compromisso com uma gestão responsável dos recursos que lhe são confiados e com o apoio efetivo às populações afetadas.
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